Nota de solidariedade aos professores e professoras do Colégio Estadual Roque José de Souza

Escrito por Super User Ligado . Publicado em Redes Municipais

O SINTESE vem a público prestar sua solidariedade aos professores e professoras do Colégio Estadual Roque José de Souza em Campo do Brito. O corpo docente da escola foi alvo de agressões verbais em um texto publicado em rede social pelo estudante Israel Alves do Santos Júnior.

O estudante de 21 anos, matriculado no terceiro ano do Ensino Médio na instituição de ensino, ao invés de dirigir sua indignação aos verdadeiros responsáveis pelos problemas da escola onde estuda e da Educação na rede estadual resolveu agredir os professores e professoras.

O SINTESE lamenta a postura do que não buscou o diálogo com os docentes da própria escola em que estuda. Preferiu embarcar na onda neofascista que que assola nossa sociedade incitando a juventude à violência de todo tipo, em especial contra o magistério público, contra os educadores e educadoras do nosso Brasil, a exemplo do governo Bolsonaro que repudia o educador e patrono da educação brasileira, Paulo Freire.

Desconhecendo a luta do magistério estadual e do seu representante legítimo, SINTESE. Ainda acusa todo os integrantes do magistério a serem submissos aos governos Jackson e Belivaldo, permeando todo o seu texto com xingamentos e agressões verbais.

O estudante também mostra incompreensão ao questionar os bens materiais dos professores e professoras. Sem saber a que efetivo custo eles foram adquiridos e demonstrando que, para ele, o profissional do magistério não merece uma remuneração digna.

O SINTESE entende que os profissionais do magistério e da educação em geral devem ser valorizados e que seus bens fazem jus ao trabalho que desempenham, muitos dos quais tem dupla jornada de trabalho ou tripla jornada, no caso das professoras. Não cabendo, portanto, menosprezo ou desrespeito de qualquer ordem ao profissional que faça o esforço econômico para melhorar sua qualidade de vida.

Entendemos também que o Colégio Estadual Roque José de Souza, que mesmo em condições manchete NOTADESOLIDARIEDADEadversas (a exemplo de diversas unidades de ensino da rede estadual) vem desempenhando ao longo dos anos um trabalho de extrema relevância social para a comunidade do município de Campo do Brito na formação de diversos profissionais que prestam serviços fora e dentro do município tiveram sua formação básica na referida unidade de ensino. Alguns deles atuando nas universidades mais destacadas do estado.

O trabalho coletivo realizado na escola tem proporcionado aos estudantes bons no ENEM. A escola também participa de projetos de pesquisa vinculados ao CNPq e a FAPITEC.

Portanto, reiteramos a nossa solidariedade a escola pública em geral e a esta unidade escolar em particular diante dos ataques típicos de ódio e ignorância pelos quais passa a instituição escolar no momento atual em todo o Brasil. O sindicato, mais uma vez, se coloca à disposição na construção de uma Educação pública de qualidade social para todas e todos.

O SINTESE, como legítimo representante dos professores e professoras da rede estadual e de 74 das 75 redes municipais, pauta a sua luta da Educação pública de qualidade social reivindicando melhorias na alimentação escolar e no transporte escolar, na estrutura física das escolas, defende a total autonomia pedagógica das escolas e dos professores e professoras.

O governo do Estado ao invés de basear sua política nesses princípios prefere encaminhar projetos que comprometem a autonomia das escolas e do magistério, produzindo um ranqueamento das escolas e dos estudantes juntamente com segregacionismo das comunidades escolares que ficarão estigmatizadas pelo sucesso ou insucesso da escola e do estudante nestas avaliações, sem apresentar nenhuma proposta para a melhoria das escolas que necessitam de ajuda tanto física quanto pedagogicamente.

No mais, o SINTESE se solidariza com a comunidade escolar do Colégio Roque José de Souza e se coloca à disposição para a construção de uma educação pública de qualidade social.

“Se a educação sozinha não muda a sociedade, sem ela, tampouco a sociedade muda” (Paulo Freire).