Governo não admite derrota e tenta macular a luta dos professores e professoras por direitos

Escrito por Super User Ligado .

No mesmo programa (Papo Reto, transmitido via facebook e pela Tv e Rádio Aperipê) em que anunciou o pagamento do décimo dos servidores ativos da manchete NAOADMITEEducação na integralidade, como se fosse um prêmio e não sua obrigação, o governador Belivaldo Chagas também resolveu minimizar a luta dos professores e professoras da rede estadual por direitos.

Tal ação é, vamos ser sinceros, conversa de mau perdedor. Ao enviar projetos que retiraram direitos dos professores e professoras da rede estadual em pleno final do ano letivo, o governo subestimou a capacidade de compreensão, de mobilização, de luta e resistência do magistério estadual que passou oito dias em vigília dentro e fora do prédio da Assembleia Legislativa.

Belivaldo também não contava com o imenso apoio que os professores e professoras receberam de estudantes, pais, mães, responsáveis e de trabalhadoras e trabalhadores de diversas categorias.

Para deslegitimar a luta do SINTESE, durante todo o período da greve buscou, através da participação do Secretário de Comunicação e de assessores nos veículos de comunicação, confundir a opinião pública, e estes, várias vezes, demonstraram um profundo desconhecimento do Plano de Carreira e do Estatuto do Magistério.

O govenador diz que buscou evitar a greve e que sempre dialoga com o SINTESE, mas o sindicato só soube dos projetos que tinham como objetivo acabar com o triênio, com a redução da jornada de trabalho e que criava entraves para a incorporação de gratificações à aposentadoria quando eles já estavam na Assembleia Legislativa.

A audiência com a vice-governadora (que na época estava como governadora em exercício) Eliane Aquino só aconteceu por muita insistência do SINTESE.

E o governador confunde os fatos ao dizer que as emendas apresentadas pelo SINTESE aos projetos foram resultado de “um acordo” na audiência com Eliane Aquino.

A audiência com a governadora em exercício, foi uma tentativa do governo em convencer o SINTESE de que os projetos não retiravam direitos, mas como não conseguiram convencer, mudaram de tática e anunciaram que apresentariam emendas no projeto (e somente a esse) que diz respeito ao triênio para que ficasse “mais claro”. Não foi um acordo.

Com isso perguntamos, se o projeto que tratava do triênio não acabava com o mesmo, porque apresentar mudança?

As emendas com relação aos projetos que tratavam da redução da jornada de trabalho e da incorporação das gratificações só foram possíveis por causa da greve, da vigília na ALESE e da indignação dos professores e professoras que perceberam que o governo Belivaldo Chagas tem como prioridade massacrar o magistério.

Então governador, ao invés de querer manchar a luta do magistério estadual confundindo a opinião pública, cumpra o seu slogan de “Educação é prioridade” e valorize o magistério (reajustando o piso conforme a lei), estruture melhor as escolas, não feche turmas e turnos e busque incessantemente garantir o direito à Educação de crianças, jovens e adultos.